quinta-feira, 28 de agosto de 2014

ácido e trágico

matei-te há tanto tempo e ainda estás viva
deixei-te a agonizar quando amanhece
para que não mais pudesse vir a noite

acenaste-me adeus e não partiste
voltaste a respirar nas manhãs todas
e eu a noite inteira no terror
de saber que não estarás de madrugada

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