ácida e trágica – mais trágica que ácida -, a vera palos inaugurou este blog. dela podemos esperar aquilo que sempre trouxe naquilo que escreve: um drama-queenismo sem fim, próprio de quem vê o mundo a partir de uma braga fria e chuvosa. são muitos os textos que a chuva inspira, tantos os versos que caíram com o frio. há um toque de geração beat em tudo o que é escrito ao frio – ou então sou eu que não consigo deixar de imaginar o ginsberg embriagado ali ao lado do hudson. também há um toque de allen ginsberg em quem escreve sobre cigarros – ou então sou eu que não consigo deixar de imaginá-lo de óculos a fumar e a ouvir jazz. há-de haver ainda um bukowski no drama-queenismo sem fim da vera palos, ainda que ele, como ela, nunca se tenha associado aos representantes beats. olhemos para ele com humor. para ele, que é o reflexo do ácido e do trágico, irmão do ginsberg e do kerouac. olhemos com humor para o drama-queenismo do tabaco e da cerveja, para um membro honorário de uma literatura com vícios. e larguemos os casacos: eles virão à chegada do amor.
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